O papel transformador dos Conselhos Consultivos na Governança Corporativa
Uma boa Governança Corporativa exige desafiar o Status Quo
Diante de um cenário cada vez mais desafiador, empresas no Brasil e no mundo estão buscando alternativas estratégicas para lidar com a incerteza que permeia todos os ambientes de negócios. Uma das práticas mais efetivas, dentro do que chamamos Governança Corporativa, tem sido a adoção de Conselhos Consultivos.
De acordo com levantamentos recentes do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), cresce a cada ano o número de empresas familiares e de médio porte que recorrem a conselhos consultivos como forma de profissionalizar a gestão, acelerar a inovação e preparar o negócio para o futuro.
Conselho Consultivo

Ao contrário de um Conselho de Administração, com responsabilidades legais e fiduciárias, o Conselho Consultivo reúne um grupo de especialistas e líderes (na sua maioria seniores) com objetivo de fornecer orientação estratégica à alta liderança da empresa (que não estão vinculados a gestão do dia a dia do negócio, diga-se de passagem).
O conselheiro consultivo, apesar de ter como uma de suas funções manter a harmonia entre todos os membros, também precisa criar um “desconforto construtivo”. É muito mais fácil opinar em uma reunião em que as estratégias atuais são mantidas, não existe um “tema difícil”, ou seja, onde todos concordam. Mas onde fica o tal do desconforto construtivo?
Olhar para o Futuro
É preciso olhar para o futuro, trazendo reflexões que busquem instigar a liderança da empresa para temas que tragam discussões positivas. “E se a nossa tecnologia ficar obsoleta daqui a 2 anos? Se fôssemos nosso concorrente, quais ações tomaríamos para ganhar mercado? Nós acreditamos que estamos tirando todo o benefício possível da Inteligência Artificial?”.
Os Riscos
O maior risco está em se manter dentro da zona de conforto. Precisamos entender que o risco faz parte do crescimento. É esse incômodo que faz com que mudemos de lugar, e que nos motiva a avançar em busca de novos horizontes. O papel do conselheiro é gerar este debate, de forma saudável, fazendo as perguntas certas, na hora certa. A confiança e o respeito mútuo, além da es-cuta ativa são a base de tudo.
Conselho é um Ativo Estratégico da Empresa

A governança moderna é ativa e não passiva. Olha, preferencialmente, para o futuro sem deixar de aprender e valorizar o que foi feito no passado, e busca sempre desafiar o modelo atual de negócios. E, por isto, não basta ter um conselho se ele não estiver alinhado com temas fundamentais:
- Busca pela inovação contínua;
- Foco na dor do cliente;
- Criação de valor sustentável.
Jeff Bezos é um dos apoiadores do desconforto construtivo. O seu mantra “discordar e depois comprometer” tem como objetivo principal valorizar o debate para fortalecer as decisões, sempre de forma profissional, exigindo depois um compromisso total com a decisão tomada assim como sua execução por todos os membros da equipe.
Para Refletir…
1. Estamos atuando fora de nossa Zona de Conforto?
2. Estamos promovendo um ambiente para que nosso time possa discordar das decisões e estratégias sem medo de retaliação?
3. Ouvimos atentamente as sugestões e críticas?
4. Estamos olhando mais para o futuro (para-brisa do carro) do que para o presente (painel) ou para o passado (retrovisor)?

Recursos Adicionais
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)
https://www.ibgc.org.br/
IBGC lança 6ª edição do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa
https://www.ibgc.org.br/blog/lancamento-sexta-edicao-codigo-melhores-praticas-ibgc
Os números sobre os Conselhos no Brasil – Parte 1.
https://pt.linkedin.com/pulse/os-n%C3%BAmeros-sobre-conselhos-brasil-parte-1-adriano-borges-sr33f
Tendências para 2025: O Que os Conselhos Consultivos Devem Monitorar
https://pt.linkedin.com/pulse/tend%C3%AAncias-para-2025-o-que-os-conselhos-consultivos-devem-zz0hf
EXAME. Conheça oito tendências dos conselhos consultivos
https://exame.com/lideres-extraordinarios/conheca-oito-tendencias-dos-conselhos-consultivos/



